Atriz de entrega intensa e trajetória marcada pela sensibilidade, Maria Carol Rebello vem se firmando como um dos nomes mais relevantes de sua geração no cenário artístico nacional. Com uma carreira que transita entre o audiovisual, o teatro e a escrita, a artista constrói trabalhos pautados pela profundidade emocional e pela escolha de personagens que dialogam com questões humanas, sociais e afetivas.

O ano de 2025 representou um período decisivo em sua trajetória pessoal e profissional. Convidada para interpretar a personagem Olga na novela Êta Mundo Melhor, Maria Carol enfrentou, simultaneamente, uma profunda perda familiar, experiência que atravessou diretamente seu processo criativo. O momento de dor acabou sendo ressignificado por meio da arte, tornando-se combustível para novos caminhos de criação.
Como forma de elaborar o luto, a atriz escreveu o roteiro do documentário “Fôlego – Até Depois do Fim”, projeto autoral que revela uma nova faceta de sua atuação artística, agora também como criadora e roteirista. A obra propõe um olhar sensível sobre o fim, a memória e a continuidade da vida.

“A arte foi o espaço que encontrei para respirar em meio à dor. Escrever esse documentário foi uma maneira de transformar o luto em movimento, em algo que pudesse continuar pulsando”, afirma Maria Carol.
Reconhecida pela entrega visceral e pela escuta atenta em cena, a atriz se destaca pela construção de personagens complexos, carregados de verdade e humanidade. Sua atuação é marcada por sutilezas, silêncios e uma presença cênica que ultrapassa o texto, criando conexões diretas e emocionais com o público.
Além do trabalho como intérprete, Maria Carol reafirma seu compromisso com a arte como ferramenta de transformação, memória e diálogo. Seja diante das câmeras ou nos bastidores da criação, a atriz segue ampliando sua voz artística, unindo técnica, emoção e coragem para contar histórias que permanecem.

ENTREVISTA:
RMB – Você voltou às novelas após um hiato de nove anos. O que esse retorno representa para você?
Maria Carol – Eu tinha começado a dirigir escrever, e achei que não iria mais atuar tão cedo. Mas então veio o convite de retomar a TV e com essa personagem que é tão especial na minha carreira. Me reconectei com a atuação e agora revejo alguns projetos que tinha para assumir a direção e de repente fazer como atriz.
RMB – Você voltou às novelas após um hiato de nove anos. O que esse retorno representa para você?
Maria Carol – Foi desafiador voltar com a mesma personagem na TV 10 anos depois. Além de ser algo inédito, ser a primeira novela a ter uma continuidade. Eu sempre falo que a arte me educou e ela segue me salvando.
RMB – Estar no ar em Êta Mundo Melhor!, uma continuação de uma novela tão querida pelo público, teve um sabor diferente por tudo o que você viveu nos últimos anos? Teve ainda um papel importante na sua saúde emocional?
Maria Carol – Eu sempre gostei de escrever e depois das minhas perdas eu me senti afogada no luto. Mergulhar nas minhas memórias e escrever a história da minha família me deu fôlego para seguir em frente e continuar com vontade de viver. E foi assim que quem nasceu o roteiro do nosso documentário e também o título dele.
RMB – De onde nasceu a ideia de criar Fôlego — Até depois do fim? Em que momento você sentiu que essa história precisava ser contada?
Maria Carol – O processo desse filme foi lindo e impressionante. Há um tempo eu já tinha começado a escrever ia contar a história da minha família, e a partir dessa minha escrita que nasceu o roteiro do documentário. O diretor Cande Salles usou minhas memórias como condução da história e foi impressionante como os entrevistados relatavam detalhes exatos das minhas memórias. Pra mim é sempre grandioso ver as pessoas assistindo meu documentário, sentir cada abraço, ver cada olhar e ouvir cada palavra de como o filme chega nas pessoas. E todo mundo se identifica com família, com arte e até com luto.


RMB – O documentário atravessa gerações da sua família, todas profundamente ligadas à arte. Como foi transformar memórias tão íntimas em uma obra pública?
Maria Carol – Não acredito que o luto tenha “cura”. Ele não é linear, é uma roda-gigante com momentos de altos e baixos. O processo da escrita e de gravação me ajudaram a me conectar com meu tio, minha avó e meu irmão. E da voz a necessidade de falarmos do absurdo engano que foi o assassinato do meu irmão. Fiz esse filme junto com o Candé, que é um dos melhores amigos do meu irmão, com a intenção de abraçar o coração da minha mãe.
RMB – Você sente que o documentário ajudou a “tampar buracos” — de saudade, de revolta, de perguntas sem resposta? Porque?
Maria Carol – A arte sempre foi muito presente na minha casa, na minha educação. Essencial! Poder transformar o luto, a saudade e a vontade de fazer justiça em arte é tudo que eu posso e sei fazer. Me sinto salva por ela
RMB – Você já disse que expressar o luto através da arte tem sido uma forma de sobrevivência. A arte te salvou? Porque?
Maria Carol – Com certeza. Além da arte a espiritualidade também esteve presente na educação da minha família. Sempre falamos sobre desenlace e reencarnações. Fizemos também por mais de 16 anos um espetáculo que falava e brincava com a morte, o Boom. Sempre tive essa percepção de não perder tempo com mimimis na vida, mas diante de tudo isso ficou mais forte, claro. Dou muito valor aos momentos felizes e tenho consciência que a vida é sobre desafios.

RMB – Depois de uma perda tão brutal e inesperada do seu irmão, a sua forma de olhar para a vida — e para o tempo — se transformou? Porque?
Maria Carol –Eu sou artista e quero contar histórias. As minhas, as de mulheres brasileiras, as ficções, as cômicas… Falar de épocas, de sociedade, de dores, de liberdade, amor, luto, memórias. E acima de tudo sou mãe, filha e tia; eles são minha maior motivação pra fazer continuar dando certo nosso legado.
RMB – Existem planos para que Fôlego — Até depois do fim chegue à televisão ou a plataformas de streaming? Quando?
Maria Carol – Esse ano de 2026 vou levar o “Fôlego – até depois do fim” para festivais de cinema no Brasil e no exterior. Já tive um primeiro contato com um streaming e estou aberta pra que isso aconteça. Quero que todos possam assistir.
RMB – Você é super adepta a atividade física, o que mais gosta de praticar? Faz algum tipo de dieta?
Maria Carol – Eu faço musculação, boxe e beach tênis. Afora todos os exercícios na praia. E como de tudo mais priorizo as proteínas e evito carboidratos à noite.

RMB – Quais são os próximos projetos?
Maria Carol – Vou lançar o documentário em diversos festivais, retomar meus projetos no teatro como atriz e diretora e além disso pretendo transformar “Fôlego” em livro.
RMB – Existe alguma dica de bem-estar ou algum ritual que você faça?
Maria Carol – Eu gosto de me alimentar bem, faço exercício físico, tento estar o mais perto do mar possível e evito encher o saco das pessoas. Acho que essa é a grande dica!
RMB – Você é adepta a procedimentos estéticos? Se sim, quais?
Maria Carol – Super! Temos que usar os avanços a nosso favor. Gosto muito da ideia de envelhecer, mas também sou vaidosa e quero estar bem. Hoje em dia existem muitos regeneradores celular e bioestimuladores de colágeno que auxiliam na estética sem precisar de cirurgias. Gosto de tido o mais natural possível!
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