No inverno o comportamento alimentar das crianças muitas vezes muda: menos interesse por alimentos frescos, mais vontade de comidas quentinhas e uma seletividade que pode surpreender os pais. Mas será que essas mudanças são apenas uma questão de gosto, ou há algo maior por trás disso?
O que colocamos no prato não é apenas uma questão de sabor – é uma experiência sensorial completa. Cada alimento carrega texturas, temperaturas, cheiros e cores que despertam reações distintas. No inverno, o cenário muda: o aroma da sopa no fogão, o vapor quente subindo da xícara, o frio na pele ao segurar um sorvete, a temperatura da comida na boca. Para as crianças, especialmente as que apresentam distúrbio alimentar pediátrico (DAP) ou transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE), essas mudanças podem ser ainda mais desafiadoras.

O toque da colher quente nos lábios, o contraste entre o ambiente gelado e a comida fumegante, a textura pastosa de sopas: todos esses elementos podem gerar desconforto e aumentar a recusa alimentar. O sistema sensorial tem papel fundamental na aceitação dos alimentos. Algumas crianças têm dificuldades em processar estímulos táteis, proprioceptivos e gustativos, o que impacta diretamente no que conseguem – ou não – tolerar no prato.
Na prática clínica, respeitar o ritmo da criança é essencial. Oferecer oportunidades para explorar diferentes alimentos, sem pressão e de maneira lúdica, ajuda a transformar a hora da refeição em um momento mais tranquilo e prazeroso.
É aí que a atuação conjunta da fonoaudiologia e da terapia ocupacional faz toda a diferença. Enquanto o fonoaudiólogo observa os aspectos orais e motores da alimentação, o terapeuta ocupacional contribui com o olhar sensorial, mapeando os desafios que podem dificultar a aceitação de certos alimentos.

E o inverno, com seu frio aconchegante, também é um convite para resgatar memórias afetivas: o cheiro do bolo no forno, a canjica compartilhada em família, o chocolate quente em uma tarde gelada. Essas experiências podem ajudar a reduzir a ansiedade e abrir espaço para novos sabores.
Por isso, que tal transformar as refeições de inverno em uma experiência sensorial mais acolhedora, menos desafiadora, e muito mais gostosa?
Sobre as autoras:
Carolina Antunes dos Santos Amaral é terapeuta ocupacional com certificação em integração sensorial de Ayres e WPS e Maria Fernanda Cestari é fonoaudióloga e professora na área de alimentação infantil. Atua com foco em alimentação infantil, autora de materiais educativos sobre questões alimentares.

Assessoria de Imprensa: @claricetatyer


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