Aline Dias protagoniza novela vertical do Globoplay e reforça representatividade na nova dramaturgia digital
BY Oscar Muller
25 de Junho, 2026
0
Comments
39 Views
A atriz Aline Dias vive uma nova fase em sua carreira ao assumir o protagonismo de “Icônica: De Faxineira à Fashionista”, novela vertical original do Globoplay que aposta em um formato inovador para conquistar o público conectado às plataformas digitais.
Na trama, Aline interpreta Jussara, uma jovem talentosa, criativa e apaixonada pelo universo da moda que tem sua vida transformada após ser confundida com uma modelo durante um evento da prestigiada marca Icônica. A partir desse acontecimento, a personagem embarca em uma jornada marcada por desafios, descobertas, rivalidades e superação.
Desenvolvida para o consumo em dispositivos móveis, a produção apresenta episódios curtos e linguagem dinâmica, acompanhando uma tendência crescente no mercado audiovisual. O formato vertical vem ganhando espaço especialmente entre as novas gerações, oferecendo uma experiência mais próxima dos hábitos de consumo contemporâneos.
Para Aline Dias, a participação no projeto representa não apenas um desafio artístico, mas também uma oportunidade de explorar novas formas de conexão com o público.
“Interpretar a Jussara tem sido uma experiência muito especial. Ela é uma mulher forte, sonhadora e determinada, características com as quais muitas pessoas podem se identificar. Fazer parte de uma novela vertical também é algo novo para mim e acredito que esse formato aproxima ainda mais o público das histórias, acompanhando a forma como as pessoas consomem conteúdo atualmente”, afirma a atriz.
Além da inovação narrativa, o protagonismo de Aline reforça a importância da representatividade na dramaturgia brasileira. Reconhecida por ter sido a primeira protagonista negra de Malhação, a artista volta a ocupar posição de destaque em uma produção de grande alcance, dando vida a uma personagem que reflete a força e a resiliência de mulheres negras em busca de seus sonhos.
Ao lado dos atores Victor Sparapane e Anajú Dorigon, Aline conduz uma história que combina romance, emoção e inspiração, consolidando-se como um dos principais nomes dessa nova fase da dramaturgia digital.
Fora das telas, a atriz também mantém uma rotina voltada ao bem-estar e à qualidade de vida. Adepta da prática regular de atividades físicas, ela destaca que os exercícios desempenham papel fundamental em seu equilíbrio físico e emocional, especialmente diante da intensa agenda de gravações e compromissos profissionais.
“Procuro cuidar do meu corpo e da minha mente todos os dias. A atividade física me ajuda a manter o foco, a disposição e o equilíbrio emocional. Esse cuidado é essencial para que eu consiga entregar o meu melhor em todos os projetos que assumo”, ressalta.
Com “Icônica”, Aline Dias reafirma sua versatilidade artística e sua capacidade de se reinventar diante das transformações do audiovisual. O novo trabalho evidencia um momento de maturidade profissional, no qual talento, representatividade e inovação caminham juntos, fortalecendo ainda mais sua trajetória na televisão e no entretenimento brasileiro.
Entrevista:
RMB – Aline, “Icônica” aposta em um formato ainda novo para o público brasileiro: a novela vertical. Como foi a sensação de se assistir pela primeira vez nesse formato pensado para o celular?
Aline – Foi uma experiência muito diferente. A novela vertical é um formato novo no mercado aqui no Brasil pra ser consumido pelo celular, mas sem perder a qualidade do audiovisual que a gente já conhece. Quando me assisti pela primeira vez, fiquei atenta aos detalhes. Tudo acontece de uma forma mais ágil. Tem um ritmo próprio, tanto na atuação quanto na construção das cenas, e ver isso funcionando na tela foi muito especial. Acho que é uma linguagem que conversa muito com os hábitos atuais do público e que tem um potencial enorme.
RMB – O processo de gravação mudou muito em relação às novelas tradicionais? O que mais te chamou atenção tecnicamente e artisticamente durante as filmagens?
Aline –Mudou bastante, principalmente no ritmo que é diferente de velocidade. Como os episódios são mais curtos, cada cena precisa ser muito assertiva na hora de contar a história. Não existe muito espaço pra erros e repetições. As emoções, os conflitos e as viradas precisam acontecer de maneira mais direta. O enquadramento, a preparação das cenas e até a forma como chega no público seguem um caminho diferente da novela tradicional. E artisticamente, o maior desafio foi encontrar a medida certa do tom dentro desse ritmo mais acelerado. Você precisa se conectar com as emoções em pouco tempo. Não existe preparação. Você usa técnicas de tudo o que você estudou e experimentou. Durante as gravações foi desafiador, mas um processo de mais aprendizado.
RMB – A narrativa vertical costuma ser mais acelerada e intensa. Como isso impactou a construção emocional da Jussara dentro de cenas tão rápidas e diretas?
Aline –Precisei encontrar rapidamente o estado emocional da personagem e fazer com que o público se conectasse com ela nos primeiros segundos do primeiro episódio. Como as cenas são mais diretas e os episódios têm poucos minutos, cada olhar, silêncio ou reação ganha mais importância. Não dá pra construir a emoção de forma muito gradual. ela precisa estar muito presente desde o início da cena. Foi um trabalho de síntese emocional que acabou enriquecendo muito a minha experiência como atriz.
RMB – Você já tinha acompanhado outras novelas ou microdramas verticais antes de receber o convite? O que achou dessa nova linguagem para o audiovisual?
Aline –Via uns recortes das produções verticais e tinham uns finais que me deixava super curiosa pra continuar. Sei que a primeira novela vertical que o Victor Sparapane fez, foi um sucesso. É isso! Uma linguagem bastante interessante pro momento que estamos vivendo. Os hábitos mudaram, e o audiovisual também tá encontrando novas possibilidades de conversar com o público.
RMB – A Jussara vive uma ascensão dentro do universo da moda, mas também enfrenta julgamentos e rivalidades. O que mais te interessou nela quando leu o projeto pela primeira vez?
Aline –O que mais me chamou atenção na Jussara foi a força dela. Ela é uma mulher que sabe o que quer, tem ambição, corre atrás dos seus objetivos e não se intimida diante dos “imprevistos”. Ao mesmo tempo, ela não é uma personagem construída apenas nos acertos. Ela enfrenta julgamentos, rivalidades e situações que a colocam à prova o tempo todo, o que a torna muito humana. A ascensão dela no universo da moda vai muito além do glamour. Fala sobre reconhecimento, pertencimento e a busca por espaço em um ambiente competitivo. Quando li o projeto pela primeira vez, enxerguei uma personagem desarmada, com conflitos e desejos muito claros, e isso é sempre um convite investigativo pra uma jovem artista que ama experimentar coisas novas.
RMB – Como foi receber o convite para protagonizar “Icônica”? Em que momento você percebeu que queria fazer parte desse projeto?
Aline –Receber o convite pra protagonizar ‘Icônica’ foi uma mistura de entusiasmo e medo, confesso. Quando o projeto chegou até mim, a primeira coisa que me chamou atenção foi justamente essa proposta da novela vertical. Era uma oportunidade de experimentar uma nova linguagem, com a força que uma dramaturgia pede.
RMB – Existe alguma diferença na atuação quando a câmera está tão próxima e o formato exige um olhar mais íntimo e direto para o espectador?
Aline –Sim, existe. Como a novela vertical é pensada pra ser assistida na tela do celular, a sensação de proximidade entre o personagem e o público é muito maior. A câmera tá mais perto, os enquadramentos valorizam mais os detalhes. É uma relação mais íntima entre o artista e a câmera. uma emoção contida pode comunicar muito mais do que em planos mais abertos. Os acontecimentos rápidos e viscerais prendem muito a atenção do público.
RMB – Você sente que as novelas verticais podem abrir novas possibilidades para contar histórias no Brasil, principalmente para um público mais jovem e conectado ao consumo mobile?
Aline – Com certeza. Acho que as novelas verticais chegam como uma nova possibilidade de contar histórias. O público tá cada vez mais conectado ao celular, então faz sentido que o audiovisual também explore formatos pensados pra essa experiência. Tudo tem levado pra esse dinamismo, tecnologia e resultados a curto prazo. Aproximam mais os jovens da dramaturgia e abre espaço pra novas narrativas e novas produções independentes.
RMB – Jussara é uma personagem sonhadora, criativa e determinada. O que ela representa para você neste momento da sua carreira?
Aline – Jussara acredita nos seus sonhos e que ela vai realiza-los. Como ela ainda não sabe! E se der medo, ela vai com medo mesmo.
RMB – Depois dessa experiência, o que você leva de “Icônica” como atriz? E o que espera que o público sinta acompanhando a trajetória da Jussara?
Aline –Coragem. Uma atriz que se permite viver o novo sem pré-julgamentos.
E o que eu espero é que o público acompanhe a trajetória dela com empatia. Que torça por suas conquistas e de alguma forma, se reconheça nessa busca por espaço e pertencimento.
RMB – Já há algum novo trabalho pela frente? O que o público pode esperar da Aline daqui para frente?
Aline – Tenho três filmes pra lançar ainda este ano, então tô muito animada com tudo o que vem acontecendo. Também vivendo um momento muito especial com toda a repercussão de ‘Icônica’ e esse retorno nas novelas. Agora quero continuar focada, estudando e me preparando pro que está por vir.
Créditos:
Capa: @_linedias
Fotos:@nanda.araujo.fotografia
Styling:@samantha_szczerb
Beleza: @ricmenezes1
Assessoria de Imprensa:@firstpress_comunicacao
Agradecimentos:@usepathyoficial
Veículo: @revistamaisbonitaoficial
CEO e Jornalista:@oscarmulleroficial
Estrategista de Marketing Internacional:@ajenniferdepaula
Designer da Capa: @_allanrayan e @cristianorodolpho