Saúde

UERJ inicia pesquisa inovadora com terapia vibratória e neuromodulação em crianças autistas

Projeto pioneiro do LAVIMPI avalia novas abordagens terapêuticas em crianças com TEA não verbal

O Laboratório de Vibrações Mecânicas e Práticas Integrativas (LAVIMPI), vinculado ao Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), deu início nesta semana a um novo projeto de pesquisa voltado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa ocorre na Policlínica Universitária Piquet Carneiro (PPC) e tem como foco crianças não verbais, entre 6 e 12 anos.

Coordenado pela professora e pesquisadora Danúbia de Sá Caputo, diretora do Departamento de Ensino e Pesquisa da PPC, o projeto busca investigar os efeitos da terapia vibratória sistêmica e da neuromodulação na redução da sintomatologia de crianças autistas.

“Nosso objetivo é oferecer uma contribuição significativa para a qualidade de vida dessas crianças e de suas famílias, ao mesmo tempo em que ampliamos o conhecimento científico sobre abordagens terapêuticas alternativas e integrativas”, afirma a professora Danúbia.

A equipe multidisciplinar do projeto é composta por fisioterapeutas, médicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros, biólogos e psicopedagogos, além de estudantes de graduação, pós-graduação (mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos). Parcerias com instituições nacionais e internacionais fortalecem a implementação de métodos avançados de avaliação e intervenção.

Segundo a coordenadora, a pesquisa avaliará os impactos das intervenções em diversas áreas do desenvolvimento infantil:

“Estamos analisando efeitos no comportamento, na cognição, no perfil sensorial, na funcionalidade, na qualidade do sono e na qualidade de vida das crianças atendidas”, explica Danúbia.

O projeto conta com a importante colaboração do Prof. Dr. Egas Caparelli Dáquer e da Profa. Renata Paes, que acompanham a aplicação dos instrumentos de avaliação e as práticas de intervenção.

Além da atuação direta com crianças com TEA, o grupo do LAVIMPI também desenvolveu uma coleção inédita de cartilhas sobre autismo, distribuída gratuitamente online. O material pode ser acessado pelo link:
👉 Cartilhas sobre TEA – LAVIMPI

O projeto é viabilizado por meio de diversos apoios institucionais e recursos de fomento à pesquisa, entre eles:

  • Bolsa de Produtividade (CNPq)
  • Edital Universal (CNPq)
  • Edital Jovem Cientista Mulher (FAPERJ)
  • Jovem Cientista do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ)
  • Programa de Iniciação Científica (FAPERJ)
  • Bolsa Qualitec (UERJ)
  • Programas PROCIÊNCIA e PROATEC (UERJ)
  • Emenda parlamentar da Deputada Federal Silvia Waiãpi

A equipe do LAVIMPI também conduz outras linhas de pesquisa, com foco em indivíduos com obesidade, osteoartrite de joelhos, narcolepsia, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e em idosos, visando a redução do risco de quedas.

“A ciência precisa de estrutura, incentivo e sensibilidade. Agradecemos às instituições que vêm permitindo esse avanço, especialmente ao Governador Cláudio Castro, ao Secretário Anderson Moraes, à presidente da FAPERJ Caroline Alves e à deputada Silvia Waiãpi, pelo apoio contínuo às iniciativas científicas e à saúde pública”, conclui Danúbia de Sá Caputo.

Para mais informações:
Telefone: 21 2566-7367
WhatsApp: 21 99639-7222
E-mail: lavimpi.uerj@gmail.com

Oscar Muller

Oscar Muller

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