Cultura

Festival do Rio encerra sua 28ª edição com premiações e celebra a diversidade do cinema

Cerimônia no Cine Odeon consagrou produções brasileiras, novos talentos e obras que refletem a força e a pluralidade da produção audiovisual contemporânea

Por Míriam Freitas

O Festival do Rio encerrou sua 28ª edição no domingo, 11 de outubro, com a cerimônia de entrega dos prêmios no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro. Ao longo de dez dias, o evento reuniu produções nacionais e internacionais, realizadores, atores, profissionais da indústria audiovisual e amantes da sétima arte.

Entre os principais destaques da Première Brasil, A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção. Já Elza, documentário dirigido por Eryk Rocha sobre a trajetória de Elza Soares, foi premiado na categoria de Melhor Longa-Metragem Documentário.

Outro destaque foi Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, que recebeu os prêmios de Melhor Direção de Ficção, Melhor Roteiro e Melhor Longa-Metragem de Ficção pelo voto popular. O resultado reforça o reconhecimento do público ao trabalho do cineasta mineiro.

A premiação também abriu espaço para novas vozes e diferentes perspectivas do audiovisual. Na mostra Novos Rumos, dedicada a produções que exploram caminhos criativos e renovam a linguagem cinematográfica, Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, venceu como Melhor Longa-Metragem.

Entre os demais reconhecimentos, LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli, destacou-se na avaliação da crítica internacional, enquanto o Prêmio Felix celebrou obras que abordam a diversidade e as representações LGBTQIA+ no cinema.

A cerimônia também homenageou Rita Von Hunty, personagem de Guilherme Terreri, eleita Personalidade do Ano pelo Prêmio Suzy Capó.

Mais do que uma celebração de vencedores, o encerramento reafirmou o papel do Festival do Rio como uma importante vitrine para o cinema brasileiro e internacional. A programação permitiu ao público conhecer diferentes narrativas, acompanhar novas tendências e entrar em contato com filmes que ampliam o olhar sobre a sociedade e as relações humanas.

Com a entrega dos troféus, a edição de 2026 chegou ao fim oficialmente, mas a experiência cinematográfica continuou com sessões especiais de repescagem, que ofereceram ao público novas oportunidades de assistir a títulos selecionados e premiados.

O saldo é de uma edição marcada pelo encontro entre arte, reflexão e entretenimento, reafirmando a relevância do Festival do Rio no calendário cultural brasileiro e sua contribuição para a valorização do cinema contemporâneo.

O olhar da Colunista

Estar presente no Festival do Rio é vivenciar o cinema para além das telas. Como repórter e colunista social, acompanhar o tapete vermelho, registrar os encontros, observar a expectativa em torno das estreias e estar diante de artistas e realizadores torna essa cobertura uma experiência especialmente enriquecedora. Nesta edição, o festival reafirmou a capacidade do cinema de reunir diferentes culturas, sensibilidades e visões de mundo, comenta

Cada filme carrega uma história, cada realizador traz uma perspectiva e cada encontro pode revelar um novo olhar sobre a arte e a sociedade. Mais do que registrar acontecimentos, fazer essa cobertura é compartilhar com os leitores a atmosfera de um dos grandes eventos culturais do país, aproximando o público dos bastidores e das personalidades que movimentam a sétima arte, reafirmou

Saio desta edição com a certeza de que o cinema continua sendo um espaço de descobertas, emoções e reflexão — e de que contar essas histórias é também uma forma de celebrar a cultura. comentou Miriam Freitas

Fotos: RF e divulgação

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Oscar Muller

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